domingo, 24 de janeiro de 2010

SÓ SE FOR A DOIS...



 Por Ana Martins e Bebel



Parque de diversão fica bem melhor
Andar na chuva e pisar na grama molhada fica mais revigorante
Brigadeiro de colher fica mais gostoso
Cineminha fica mais agradável

Lareira fica mais romântico
Vinho fica mais saboroso
Domingo preguiçoso fica ainda mais indolente
Edredom fica mais aconchegante

Supermercado fica mais divertido
Passeio na praça fica mais lânguido
Férias ficam mais prazerosas
Tomar banho fica mais relaxante

Picnic fica mais nostálgico
Pintar a casa fica mais pessoal
Se perder fica mais fácil
Ilha deserta fica menos solitário

Pescaria fica mais animada
Cama de casal fica menos espaçosa
Carta fica mais poético
Abraços ficam mais calorosos

Beijo é obrigatório
Fazer as pazes é inevitável
Declaração de amor tem que ser mútua
Amar tem que ser de dois.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

E O NATAL CHEGOU...



A todos vocês, amigos queridos!

* Foto googleada

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

NÃO SOMOS TÃO MAUS ASSIM...




Por Ana Martins


Chegamos ao final do ano e mais uma vez colecionamos escândalos políticos de todos os tamanhos. É difícil apontar qual o que mais enoja e nos faz sentir mais humilhados, descaradamente roubados, desrespeitados como cidadãos pagadores de taxas e, conseqüentemente, patrocinadores involuntários de todas as falcatruas que assolam o país.

Lamentável assistir o vídeo sobre o jogo do bicho praticado livremente dentro da Assembléia Legislativa do nosso Estado. Estarrecedor ver cenas típicas do tempo de ditadura acontecendo em Brasília com cavalos pisoteando cidadãos manifestando contra a corrupção no alto escalão do governo.

Um importante político francês disse um dia que o Brasil não era um país sério. Embora seja reconhecido internacionalmente como uma potência emergente, percebe-se que no exterior somos lembrados realmente pelas praias, samba, Pelé e lindas mulheres semi nuas.

Vivendo há algum tempo no exterior me espanta ver imigrantes brasileiros que reforçam essa imagem e criticam duramente nosso país. Elogiam abertamente a seriedade política européia em oposição à malandragem brasileira e a “terrinha” é retratada como um ninho de políticos corruptos.

Longe de mim defender os inescrupulosos brasileiros de plantão, mas vamos a alguns recentes escândalos nas terras da Rainha. Uma importante ministra teve suas despesas investigadas e foi descoberta uma nota no valor aproximado de R$ 20,00 referente à locação de DVDs pornográficos!!!! Nada contra o prazer da lady, mas vamos poupar o contribuinte desse vexame, minha senhora.

Outro Membro do Parlamento empregava o filho em um cargo de confiança em seu gabinete em período integral. Difícil explicar quando descobriu-se que o garoto estudava também em período integral numa famosa Universidade, distante alguns quilômetros de Londres.

Mais uma? Uma política apresentava recibos da babá de seus filhos para ser pago pelos contribuintes. Não satisfeita com isso, usou de sua influência política para regularizar a situação da trabalhadora ilegal no país. O mais escandaloso é que com isso ela infringiu leis que ela mesmo ajudou a elaborar!!!!

Alguma semelhança com nossos políticos tupiniquins? Eu poderia relacionar inúmeros escândalos que aconteceram somente neste ano na fria Inglaterra, mas vamos parar por aqui. A intenção não e inocentar os corruptos brasileiros, mas sim lembrar que corrupção, o uso indevido do dinheiro público e abuso do poder não são exclusividades do Brasil. A ganância e egoísmo, infelizmente são inerentes ao ser humano. E eles vêem à tona quando têm a oportunidade propiciada pelo poder político ou econômico.

Por outro lado, é bom saber que não somos tão maus quanto pensamos. Precisamos elevar nossa auto estima, afinal os Lords do parlamento inglês, embora mais elegantes que os nossos políticos, cometem os mesmos deslizes e desrespeitos para com seus cidadãos.

Não devemos parar de nos indignarmos com os desmandos públicos, mas devemos ser menos severos em relação ao nosso país. Somos uma nação jovem se comparada aos países da Europa. Temos mais qualidades que nos individualizam do que defeitos exclusivamente nossos.

Há algo de podre no reino da Inglaterra, não só no da Dinamarca. E também no Brasil. Como em todos os países.

ORAÇÃO À QUATRO MÃOS...



Por Ana Martins e Bebel



Dear Lord, Deus, Oxumare, Maome, Buda, N'kukluk'mba, Oxalá, Odin, Manitoo, Xuedeh, Aggayun, Göt, Baoh, Allah, Tupan, N'Olorun, Tamnarah, Golorud, Ualereh, Zambyn, Zeus, Ruwatah, Iesu, Jah, Shalam-Tzieh, Amaterasu, Bathalah, Mandarah, Unguleveh, Khrisnha, Efozu, Amma, Yambah, Oshun, Asdulai, Kalah, Okut, Nyaambeh, Aquaan, Akuah, Jesus, Rah, Yelen-Dayeh, Tentei, Dio, Asher, Dieu, Dios, Ymanah, Kami, So-Ko, Lubnah, Theos, Yallah, Juremah, Shiva, Shangoh, Butzimmy, Yumallad, Yaoh, Dumnezteu, Banarah, Gaya, Munetoh, Aton, Amon, Iemanjá, Erê, Yaoh, Iansã, Adonay, Brahma, Gedepoh, Tzikem-Boo, Atzilah, D'Olodum, Yamanah, Oxóssi, Shido, Gee, Jeováx

Estou indo a um encontro e venho pedir sua proteção e o mínimo de pé no chão e que ele/ela preencha os seguintes requisitos:

Que ele/ela goste de flores, música, crianças, cachorro, poesia, ler, gatos, de andar descalço, água gelada, e uma boa piada;

Que ele/ela seja gentil, educado(a), sensível, inteligente, pontual, carinhoso(a), romântico(a), atencioso(a), criativo(a), mas tenha uma pegada forte e firme e que saiba bem o que fazer com as mãos, a língua e que seu sexo seja usado para proporcionar prazer mútuo;

Que se expresse em bom português/inglês/chinês ou qualquer que seja sua língua, mas que saiba falar o idioma do amor e usar e abusar de palavras obscenas e indecentes nos meus ouvidos de modo a me deixar completamente desorientado(a), atordoado(a), a ponto de querer que esses momentos a dois, sejam intermináveis;

Que seja um(a) homem/mulher responsável, conquistador(a), cumpridor(a) dos seus deveres sociais e morais, divertido(a), sério(a), mas que goste de rir e saiba me fazer rir e que também me faça emocionar;

Que saiba comer bem, e me comer bem, e que permita ser comido(a) numa entrega completa, que esteja aberto(a) a experimentar coisas novas comigo e seja insaciável.

Que seja generoso(a) com amigos, família e consigo mesmo, mas que essa genorisidade não seja extremada, que saiba dizer não, quando for preciso, pra que todo sim dito seja recebido com euforia. Mas que principalmente, goste de dar pra mim e esteja sempre com os braços abertos pra me receber e que nosso encaixe seja perfeito;

Que tenha todos os dentes ou a maioria deles em bom estado, e que saiba usá-los delicadamente e intensamente pra me morder o corpo, me tatuando de prazer;

Que cheire bem, começando com um bom perfume e evolua para aqueles odores que somente ele/ela com sua química maravilhosa poderia elaborar e que nossos odores misturados combinem a ponto de exalarmos o elixir do amor;

Que se não tiver alguns detalhes físico no tamanho e formato que mais aprecio, que pelo menos saiba usá-los, apresentá-los e oferecê-los graciosamente, e que passem despercebidos da minha visão crítica a ponto de serem insignificantes.

Estes são requisitos básicos, Senhor. Agradeço quaisquer outras qualidades que o Senhor na Sua infinita sabedoria saiba que eu mereça e vá apreciar, porque estou pronta pra recebê-las...


Obrigado(a)! E que assim seja, agora e por todo sempre.

Amém.

O TRAVESSEIRO ESPECIAL...




Por Ana Martins


Houve um tempo em que os amores eram abundantes e eu prometi pra mim mesma, e secretamente, que só entregaria meu coração para quem me desse um travesseiro de paina perfumado com alecrim e sândalo.
Os amores foram se rareando e eu reduzi as exigências, e dispensei as ervas aromáticas.
Mesmo assim nada. Os amores continuavam chegando, mas sem o travesseiro especial para embalar meu sono e meus sonhos.
Mantive meu coração seguro e desfrutando dos amores prazeirosos.
O tempo foi passando e os amores rareando. Decidi entregar meu coração pra qualquer um q me regalasse um travesseiro Probel, Espumex, Softel, etc...
Nada!!!!!
Perdi o sono.
E hoje entregaria meu coração e tudinho mais para quem me regalasse Sonhos!!!!
Nem que seja Sonho de Valsa.

O BRECHÓ DO AMOR...




Por Ana Martins



Vivendo alguns anos na Europa, já aderi aos brechós para comprar roupas, acessórios e outras bugigangas usadas. Isto já está se tornando comum no Brasil também pelo que sei. Em Londres, os brechós, ou “charities” como são chamados aqui, às vezes se concentram em bairros charmosos como Notting Hill. Chegam à sofisticação de se especializarem em roupas e acessórios masculinos, roupas femininas, grifes famosas, etc. Alguns são ótimos para comprar livros, brinquedos, decoração, além de roupas.

Desde o princípio me encantei com a idéia de comprar artigos que já vêem com histórias pra contar. Viajo com uma peça de decoração ou um quadro nas mãos imaginando os ambientes onde “viveram”, os momentos de alegria ou tristeza que presenciaram ou A felicidade que causaram em alguém se foram comprados para presentear. Fecho os olhos e vejo uma namorada se derretendo ao ganhar um enfeite para sua penteadeira.

Num domingo preguiçoso, escarafunchava em brechós buscando cenas de felicidade para pendurar na parede. Umas fotografias antigas em branco e preto para enfeitar um cantinho ao pé da escada. Confesso que estava influenciada pelo clima londrino quando tive a maravilhosa idéia de um brechó do amor. Acho que como todas as minhas amigas, fico melancólica e mais carente em dias cinzas e chuvosos.

Pois então. Imaginem como seria maravilhoso num dia desses em que a gente está naquela de dar dó, poder entrar num “brechó do amor” e sair de lá com um novo amor a tiracolo. Um novo amor antigo daqueles que a gente sabe como abraçar, como se encaixar e cair agarradinho e confortável na cama. Amor que não machuca e se o fizer sabe curar com beijinhos em lugares estratégicos. Um amor que conhece nossos pontos fracos e que sabe como acalentar nos dias ruins. Que conhece os sinais da nossa TPM e sabe manter-se distante estando perto. Um amor sem a ansiedade do primeiro encontro mas com o prazer conhecido do reencontro. O abraço redondinho sem sobrar ou faltar braços, mãos ou pernas. Ah... A intimidade despudorada dos amores antigos e saudáveis.

Como os objetos de decoração que já assistiram tantas coisas nos ambientes por onde já “habitaram”, este novo amor antigo teria vivido muitas histórias. Como um jeans surrado que ainda mantém nos bolsos alguns grãos de areia de algum lual numa noite de lua cheia em uma praia deserta, este novo amor antigo viria cheio de experiências. Mas tal qual os objetos que compramos nos brechós, eles seriam mudos sobre o passado. Deixariam tudo para nossa imaginação. Afinal ninguém quer um jeans contando intimidades sobre o antigo proprietário.





Por Bebel



Hoje o grande 'barato' é fazer compras em brechós. A cada dia isso acontece com mais frequência.
Tem brechó de roupas, sapatos, acessórios, bolsas e tudo o mais que se pode imaginar.
Porém, ainda falta algo revolucionário, inovador, e que facilitaria a vida de tantas pessoas. Falo de um brechó do amor.
Por que isso?
Simples: tudo seria mais fácil, mais direto e provavelmente quase indolor.
Me explico melhor. O que se é conhecido não gera expectativas, não cria ansiedades.
Acabaria aquela sensação de desconforto do primeiro encontro ou da primeira vez juntos e não haveria aquele sentimento de tentar se superar.

Onde por as mãos, o que dizer, o que fazer, como agir, seriam ações feitas de modo natural.
As dúvidas pertinentes do tipo: Será que estou agradando? Será que vamos nos rever? A espera aflita pela tal ligação do dia seguinte, seriam tudo coisas do passado.

O amor seria exposto em prateleiras e o escolheríamos de acordo com as nossas preferências. Viria com uma etiqueta informando as qualidades, os defeitos, quantos anos de uso, se é de 2ª, 3ª, 4ª mão e assim por diante, só pra saber se não seria uma 'roubada'.

Seria um brechó sem pagamento, pois para a felicidade não existe preço.

Nesse brechó o lema seria: Um amor prêt-à-porter* ao alcance das mãos.

É como se fosse um 'novo' amor com caimento de 'velhos companheiros', já que não há nada melhor que a sensação de ser feito sob medida pro outro, de encontro como se fossem reencontros, de beijos dados, arrematados por arrepios já antes experimentados.

Seria uma vida unida à outra, costurando uma história com início, meio e final felizes.


* prêt” (Pronto) e “à-porter” (para levar), nos termos da moda se traduz por “pronto para vestir.